Se assim fosse, Deus não os colocaria como condição para o ser humano voltar-se para Ele. O dízimo e as ofertas tratam de algo essencialmente espiritual e não material, como a maioria tem pensado. Dízimo, primícias e primogênitos têm o mesmo sentido espiritual: são o primeiro fruto, o primeiro filho, o primeiro amor; enfim, tudo o que precede aos outros em tempo, lugar e importância. Isto é, Deus em primeiro lugar. Ou seja, dízimo é primícia e primícia significa honra ao Senhor em primeiro lugar.
E não é este o primeiro grande mandamento: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força? (Deuteronômio 6.5)”
As pessoas precisam discernir o sentido espiritual do dízimo, ou seja, que ele é algo que compromete o fiel com Deus. O dízimo é uma questão de relacionamento entre servo e Senhor.
Ao convidar os filhos de Jacó a voltarem-se para Ele, o Senhor dos Exércitos impôs uma condição: "Trazei todos os dízimos." De acordo com as respostas que deram ao Senhor, conforme veremos adiante, verificamos que eles se consideravam justos aos próprios olhos.
Quando o Senhor cobra o dízimo e as ofertas, na realidade Ele está cobrando fidelidade e consideração à Sua Pessoa. As primícias são os primeiros frutos colhidos. Assim também é o primogênito, que é o primeiro filho homem, o qual, na Lei mosaica, era dedicado ao Senhor. Tanto as primícias quanto os primogênitos simbolizam o Unigênito de Deus, Jesus Cristo. Ainda hoje as primícias pertencem ao Senhor, assim como os primogênitos. Mas tudo isso é puramente uma questão de fé. Nem todos crêem nisso. Mas quem crê e quem não crê? Só há uma maneira de fazer essa distinção: através da obediência à Palavra de Deus.
A obediência à Palavra é a fé praticada; então, quem realmente crê pratica, obedece e se submete a ela. E, por conta dessa fé prática, Deus também fica obrigado a cumprir Suas maravilhosas promessas para com Seu servo. Sobre isso, aprendemos que para toda ação há uma reação. Abel e Caim são exemplos clássicos da reação de Deus em relação ao dízimo e às ofertas. Abel levou a Deus as primícias do seu rebanho (dízimo) e a sua gordura (oferta), enquanto Caim apresentou uma oferta do fruto da terra.
Deus Se agradou da oferta de sacrifício de Abel, mas não Se agradou da de Caim. Por quê? Porque a oferta de Abel era melhor do que a de Caim, ela era excelente.
E por que a oferta de sacrifício de Abel era excelente? Porque ele ofereceu ao Senhor as primícias do seu rebanho e a sua gordura, enquanto Caim fez apenas oferta de sacrifício da terra. Abel foi considerado justo, ou seja, sem pecado diante de Deus, justamente por causa da qualidade de sua oferta de sacrifício. Nessa oferta estavam inseridos o dízimo e o sangue, que tipificavam o sacrifício do Primogênito de Deus, Jesus. Quer dizer: o dízimo e a oferta justificaram Abel perante o Altíssimo da mesma forma como o sacrifício do Senhor Jesus justifica qualquer pecador que pratica a fé cristã. O crente incrédulo perguntaria: Como podem dízimo e ofertas tornar a pessoa justa diante de Deus? Não seria isso uma heresia?
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